ÀGORA - OnLine


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...onde os filósofos Felipe, Rafael e Ygor refletem sobre o mundo...
 

quarta-feira, junho 30, 2004


[7:32 AM]

Você sabe...

Você sabe que seu país está vivendo em um marasmo político quando percebe que está mais interessado nas eleições de outro país.

Sério, muito mais divertido ver a disputa Bush x Kerry (com a excelente participação de Michael Moore) do que a palhaçada do salário mínimo no Senado, a disputa Cesar Maia x Marcelo Crivella x Conde, os governadores-diminutivos no RJ e as peladas e trapalhadas do Governo Lula.

A cena política brasileira tá precisando urgentemente de um pouco de gás. Atualmente tá dando sono ler a editoria de política dos jornais...


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Postado por Felipe Galvão

 

domingo, junho 27, 2004


[7:03 PM]

Alienado? Imagina!

Essa eu vi em uma chamada pro Multishow em Revista.

Aparece a repórter, extremamente dinâmica, dizendo: “Gente, hoje tem o final de Celebridade na Globo, e você tem que ver, sob pena de não ter assunto pro resto da semana!” (era mais ou menos isso...)

Deixa-me ver se entendi bem... Se eu não souber quem matou o famigerado Lineu estou excluído de qualquer conversa durante a próxima semana? Será que o povo brasileiro é assim? Eu não consigo acreditar que se eu não assistir ao final daquela novela não terei com quem conversar!

Acho que só vou poder entrar em alguma roda de discussão na quinta, depois de ver o jogo do Flamengo.
Inclusive, gente, tem que ver o jogo, heim! Sob pena de não ter assunto na quinta e sexta!

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Postado por Ygor

 

sexta-feira, junho 25, 2004


[7:26 PM]

Caro Felipe, aqui no Iraque a coisa tá vermelha!

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando tomarroques
Tem muita bomba, muito choro e ianques
Uns dias degolas, noutros dias todos os tipos de morte
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá vermelha
Muita reza pra levar a situação
Que a gente vai levando terror de pirraça
E a gente vai tomando que, também, com matança
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando tomarroques
Tem muita bomba, muito choro e ianques
Uns dias chove bombas, noutros dias atentados
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá vermelha
É escopeta pra expulsar o bhushão
Que a gente vai cavando terror só de birra, só de sarro
E a gente vai explodindo que, também, sem alá
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando tomarroques
Tem muita bomba, muito choro e ianques
Uns dias degolas, noutros dias todos tipo de morte
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá vermelha
Muita morte pra engolir a transição
E a gente tá explodindo cada americano no caminho
E a gente vai se armando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Antraz frescos nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando tomarroques
Tem muita bomba, muito choro e ianques
Uns dias degolas, noutros dias todos os tipos de morte
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá vermelha
A Jade manda um beijo para os seus
Um beijo na família
O Felipe aproveita pra também mandar lembranças pro Ygor
A todo o pessoal
Alá é grande

Falta pouco para expulsar os ianques!!!

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Postado por Rafael

 

quinta-feira, junho 24, 2004


[3:28 PM]

Faz sentido...

"Se as pessoas estão fumando ao invés de chutar umas às outras e não estão
criando problemas, por que diabos um policial deveria abordá-las e
perguntar 'isso é maconha?'."

- A porta-voz da Polícia portuguesa, Isabel Canelas, confirma que o uso de
maconha será ignorado durante o atual campeonato.


Li essa notícia no HyperPOP!. O newsletter sobre cultura pop mais interessante que eu conheço.

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Postado por Felipe Galvão

 

quarta-feira, junho 23, 2004


[2:43 PM]

Artigo do Élio

Excelente o artigo de hoje do Elio Gaspari.
Até o título é bom: "Com Brizola, acaba-se o século XX"

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Postado por Felipe Galvão

 



[1:10 AM]

A Novidade

Eu adoro o modo como tudo se repete. Adoro como tudo é cíclico. Como as pessoas teimam em parecer com seus pais, os avós etc.

Eu acho lindo ver as pessoas criticando os games. Dizendo que são violentos, que fazem mal ao jovem, até que são coisas do demônio. E acho ainda mais lindo saber que já disseram o mesmo da tevê, das hqs, do cinema e da literatura.

É uma beleza ver as pessoas dizendo o quanto a internet é desagregadora, isola as pessoas do convívio social, faz mal a mente entre outras cositas. Ainda mais quando a gente sabe que já falaram o mesmo do telefone, do cinema e até da escrita (afinal, antes as pessoas se reuniam pra conversar, tendo a escrita, pra que se reunir?), não é?

Sinto tanto orgulho quando falam que o Rap e a música eletrônica são malvados. Porque são más influências para os jovens, os transformam em drogados, os levam para criminalidade, destroem famílias, os fazem se embebedar e praticar sexo promíscuo. Exatamente as mesmas palavras que já usaram contra o rock, o jazz, o samba e qualquer outro ritmo popular que você imaginar.

É belo ver como as pessoas temem o vindouro. Como elas procuram se proteger contra tudo que é diferente. Tudo q eu foge ao que elas já conhecem.

E é ainda mais belo ver que não adianta nada toda essa resistência. O futuro sempre chega. As pessoas passam, morrem, mas o novo sempre vem. Por mais que lutem contra, ele sempre vem.

Então você tem duas opções: pode perder o trem da história e se tornar um ser anacrônico que começa toda frase com “no meu tempo” ou embarcar de cabeça no vindouro. Mas não passivamente, ativamente! Tentando construir um futuro melhor, mas sem temê-lo.

Agora...

Resistir é inútil.

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Postado por Felipe Galvão

 

segunda-feira, junho 21, 2004


[10:55 PM]

Estamos de luto!


Saiba quem foi Leonel Brizola
da Folha de S.Paulo


Leonel de Moura Brizola nasceu em 22 de janeiro de 1922 no povoado de Cruzinha, que pertenceu a Passo Fundo (RS) até 1931, quando passou à jurisdição de Carazinho (RS). Seu pai, o lavrador José de Oliveira Brizola, morreu na Revolução Federalista de 1923, lutando nas tropas de Joaquim Francisco de Assis Brasil, que combatiam os republicanos de Borges de Medeiros.
Alfabetizado por sua mãe, Onívia de Moura Brizola, começou na escola primária em 1931, em Passo Fundo. Em 1936, matriculou-se no Instituto Agrícola de Viamão, perto de Porto Alegre, formando-se técnico rural em 1939. Nessa época, trabalhou como graxeiro numa refinaria em Gravataí (RS).
Em 1940, mudou-se para Porto Alegre e obteve emprego no serviço de parques e jardins da prefeitura. Para continuar seus estudos, matriculou-se no Colégio Júlio de Castilhos para fazer o curso supletivo. Em 1945, começou a cursar engenharia civil na Universidade do Rio Grande do Sul, formando-se em 1949.

PTB

Simpatizante do presidente Getúlio Vargas, Brizola ingressou no PTB em agosto de 1945, integrando o primeiro núcleo gaúcho do novo partido. Em 19 de janeiro de 1947, ele foi eleito deputado estadual, participando da elaboração da Constituição gaúcha. O PTB, que tinha a maioria na Assembléia, aprovou (com o apoio de Brizola) a instituição do regime parlamentarista no Estado --governado por Válter Jobim, do PSD--, mas o STF decidiu que essa decisão era inconstitucional.
Em 1º de março de 1950, Brizola casou-se com Neuza Goulart, irmão do então deputado estadual João Goulart. O padrinho do casamento foi o próprio Getúlio Vargas --que, em 3 de outubro, foi eleito presidente da República. No mesmo pleito, Brizola foi reeleito deputado estadual. Em março de 1951, Brizola tornou-se líder do PTB na Assembléia Legislativa e pouco depois se candidatou a prefeito de Porto Alegre. Perdeu o pleito, em 1º de novembro, por pouco mais de 1% dos votos.
Em 1952, ele foi nomeado secretário de Obras do governador Ernesto Dornelles (PTB). Dois anos depois, foi eleito deputado federal pelo PTB em outubro de 1954. Tomou posse na Câmara em 1955, mas ficou pouco tempo na Casa: em outubro de 1955, foi eleito prefeito de Porto Alegre. Sua gestão foi marcada pela construção de escolas primárias e melhoria dos transportes coletivos na cidade.
Em outubro de 1958, foi eleito governador gaúcho, com mais de 55% dos votos. Empossado em janeiro de 1959, criou a Caixa Econômica Estadual e adquiriu o controle acionário do Banco do Rio Grande do Sul. Criou a Aços Finos Piratini e a Companhia Riograndense de Telecomunicações e pressionou o governo federal a instalar uma refinaria no Estado. Encampou a Companhia Telefônica Rio-Grandense, uma subsidiária da ITT. No setor de educação, construiu 5.902 escolas primárias, 278 escolas técnicas e 131 ginásios e escolas normais.
Em 1960, apoiou as candidaturas do general Henrique Lott (PSD) à Presidência e de João Goulart (PTB) para vice. Lott perdeu, mas Goulart foi eleito vice de Jânio Quadros.

Ideologia

A história do Rio Grande do Sul e do menino pobre nascido na cidade de Carazinho (RS) se misturam no perfil intelectual de Leonel Brizola.
Além da herança trabalhista de Getúlio Vargas, Brizola cultua a tradição republicana e laica de Júlio de Castilhos (1860-1903), ex-presidente (o equivalente a governador) do Rio Grande do Sul.
''No exílio, ele andava sempre com um manifesto de Júlio de Castilhos no bolso', diz João Carlos Guaragna, antigo colaborador.
Em 1986, ao receber do economista Roberto Mangabeira Unger alguns livros sobre ciência política, Brizola foi à estante e voltou com um volume que resumia o ideário de Castilhos.
"Vamos fazer uma coisa: eu leio os seus (livros) e você lê o meu", disse para Unger, pedetista e professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Os clássicos do pensamento socialista nunca desfrutaram do mesmo prestígio. Brizola compara o marxista a alguém que trabalha com um microscópio, que "enxerga a molécula de uma folha mas não distingue a floresta".

Pensamento

Embora de origem católica, Brizola deixa transparecer outra marca do passado: a influência do pastor metodista Isidoro Pereira.
Ainda adolescente, Brizola morou na casa de Isidoro durante dois anos. Chegou a fazer pregações na igreja do pastor.
"As falas do Brizola são recheadas de imagens rurais, de inspiração bíblica. Ele fala através de parábolas", comenta o vereador do PSB Saturnino Braga, ex-prefeito do Rio.
Ante eventuais contestações ao domínio que exerce no PDT, Brizola costuma utilizar uma de suas imagens favoritas. Diz que os dissidentes estão "costeando o alambrado" referência aos bois que estão prestes a ultrapassar as divisas de uma fazenda.
Em dez anos, pularam a cerca da fazenda de Brizola, entre outros, todos os quatro últimos prefeitos do Rio: Saturnino e Jamil Haddad (ambos foram para o PSB), Marcello Alencar (hoje no PSDB) e César Maia, eleito pelo PMDB.
Se Isidoro significou para Brizola o acesso a um conhecimento mais cultivado, as primeiras letras, diz ele, com orgulho, aprendeu com a própria mãe.
Oniva era a viúva do maragato José Brizola, morto em 1923 na luta contra os chimangos de Borges de Medeiros, então no poder no Rio Grande havia 20 anos.
Em 1936, Brizola ganha uma passagem da prefeitura de Carazinho e vai estudar em Porto Alegre, onde trabalha como engraxate, trocador de farmácia e ascensorista.
Ingressa no curso de Engenharia da Universidade do Rio Grande do Sul em 1943, mesmo ano em que se filia ao PTB.
Deputado estadual já em 1947, Brizola conclui o curso só em 1949. Jamais exerceu a profissão. Optou pela política.




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Postado por Rafael

 

sábado, junho 19, 2004


[11:49 PM]

Eu odeio Chico Buarque

Hoje o Chico Buarque completa 60 anos e eu o odeio.

Eu odeio Chico Buarque porque ele é tudo que eu não sou e nunca poderei ser. E ainda faz questão de jogar isso na minha cara todo dia.

Odeio porque ele diz tudo que eu queria dizer, mas nunca conseguiria dizer da forma que ele diz. Aliás, ele diz tudo o que todo mundo queria dizer. Diz até o que a gente nem sabia que no fundo queria dizer.

Odeio porque ele entende as mulheres como ninguém. E elas o adoram como ninguém.

Odeio porque sendo filho de um gênio, ele poderia muito bem se tornar um conformado, um medíocre e passar o resto da vida vivendo sob a sombra do pai. Mas, não, ele acabou se tornando outro gênio. Independente do pai.

Odeio porque ele parece saber a letra secreta de toda música. Odeio porque ele sabe como ninguém usar as palavras. Ele sabe o peso, o som e o valor de todas. De todas.

Odeio porque ele é o maior compositor do Brasil. E não sossega em ser apenas isso. Faz peça, filme, escreve livros, joga futebol.

Odeio o Chico Buarque porque ele é tão genial que eu não consigo pensar em uma homenagem a sua altura.

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Postado por Felipe Galvão

 

quinta-feira, junho 17, 2004


[2:03 AM]

A ingenuidade perdida em algum lugar...

Pra começar, gostaria de parabenizar meus companheiros Felipe Galvão e Rafael Massadar que na minha ausência cuidaram direitinho do nosso querido Àgora Online. Tenho certeza que ninguém chegou a sentir a minha falta! Queria também esclarecer o porquê da minha ausência. Meu computador ficou doente... Pegou um vírus e eu fiquei de cama com ele durante um mês e meio! Só isso mesmo pra me fazer notar o quanto somos dependentes dessa máquina! Sem mais delongas, estou eu aqui de novo. Espero voltar a contribuir de alguma forma!

Não sei se vocês já notaram que a vida perdeu um pouco da graça ultimamente. Já perceberam que não existe mais ninguém bobo? Parece conversa de louco, mas não é. Quantas vezes nos vemos em meio a uma conversa onde o tópico principal é alguém falando sobre como teve vantagem em algo? Trabalho, estudo, amizades, namoros, tudo passa pela remodelada Lei de Gérson, que volta com a corda toda e passa a reger nossas vidas. Pra quem gosta de futebol é fácil perceber. Todos os jogadores em campo se preocupam mais em enganar o juiz e obter alguma vantagem com isso a jogar futebol de verdade. Não existe mais a gentileza. As pessoas acham que para se chegar a algum lugar, necessariamente terão que passar por cima de alguém. O cara “esperto”, atualmente, é o que trai a namorada, engana o chefe e confunde a professora. Ninguém quer mais começar de baixo, ter honra, saber vencer na vida sem ter que necessariamente pegar um atalho. Não é conversa religiosa não, é um âmbito muito maior, é uma questão da nossa sociedade como um todo. Enquanto não pudermos confiar, pelo menos um pouco, naqueles que convivem conosco, o mundo fica um lugar estranho de se viver.


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Postado por Ygor

 

terça-feira, junho 15, 2004


[9:10 PM]

Aprendendo a viver

Aprendi que se aprende errando
que crescer não significa fazer aniversário
que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem
que trabalhar significa não só ganhar dinheiro
que amigos a gente conquista mostrando o que somos
que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim
que a maldade de esconde atrás de uma bela face

Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
que não quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
que a natureza é coisa mais bela na vida
que amar significa se dar por inteiro
que um só dia pode ser mais importante que muitos anos
que se pode conversar com as estrelas
que se pode confessar com a Lua
que se pode viajar além do infinito
que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde

Que dar um carinho também faz...
que sonhar é preciso
que se deve ser criança a vida toda
que nosso ser é livre
que Deus não proibe nada em nome do amor
que o julgamento alheio não é importante
que o que realmente importa é a Paz interior
e finalmente, aprendi que não se pode morrer,
pra se aprender a viver...

Preciso escrever algo mais? Não, né? Esse texto recebi por e-mail de uma pessoa que eu menos esperava recebe-lo... e vai em homengem ao meu grande amigo e filósofo Felipe Galvão

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Postado por Rafael

 

sábado, junho 12, 2004


[1:36 AM]

Histórias para o dia dos namorados

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.

Como isso não é um poema do Drummond, todos terminaram (miraculosamente) felizes para sempre.

E nenhum J. Pinto Fernandes precisou entrar na história.

*****

Na primeira vez que ele viu a menina ruiva seu coração palpitou e suas pernas bambearam. Ela estava entrando no colégio perto de sua casa. Ele ficou apenas olhando, paralisado. Ela nem reparou.

Na segunda vez que ele viu a menina ruiva sua boca secou e suas mãos suavam frio. Ela estava sentada ao seu lado no ônibus. Ele tinha tanto para dizer, mas ela desceu no ponto seguinte.

Na terceira vez que ele viu a menina ruiva sua mão estava firme e seus olhos fixos. Ela saía da escola. Ele ia dizer tudo, falar do seu amor, dos planos para o futuro, mas a chuva começou a cair e todos – inclusive ela – saíram correndo.

Na quarta vez que ele viu a menina ruiva seus olhos se encheram d’água e seu coração se despedaçou. Ela beijava outro rapaz. Ele ficou apenas olhando, paralisado. Ela nem reparou.

Ele ainda viu a menina ruiva dezenas de vezes, mas não era mais aquela menina ruiva. As coisas mudaram.

*****

Aos 17 anos Pedro conheceu Joana, a mulher que ele iria amar para sempre. Durou 3 meses. Aos 19 foi Mira, dessa vez sim, duraria para sempre. Acabou em 6 meses. Aos 21 surgiu Fabiana em sua vida, amor para toda a eternidade. O fim chegou em menos de 2 meses. Aos 22 ele decidiu que iria amar só por hoje, não querendo mais saber de amores eternos.

Hoje, Pedro tem 63 anos. Há 41 anos ama “só por hoje” Juliana.

*****

- Desculpa, mas eu não gosto de você. Não desse jeito.

E ela chorou. Chorou muito. Chorou por 4 horas, 27 minutos e 33 segundos. Ininterruptamente. Por fim, ela decidiu que mais ninguém a faria sofrer assim. E nunca mais chorou.

Nem no seu casamento. Nem na morte de sua mãe. Nem no nascimento do primeiro filho.

*****

Então, com os olhos mareados e tendo o mais belo pôr-do-sol do ano como pano de fundo, ele disse:
- Te amo mais do que bis sabor laranja.

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Postado por Felipe Galvão

 

quinta-feira, junho 10, 2004


[11:30 PM]

O que me falta para ser feliz





E aí, quem quer me dar a felicidade?

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Postado por Felipe Galvão

 

quarta-feira, junho 09, 2004


[9:33 PM]

Sobre Ronald Reagan

Texto de Greg Palast, autor de A Melhor Democracia que o Dinheiro Pode Comprar

"Você não vai gostar disso. Não se deve falar mal dos mortos.
Mas nesse caso, alguém precisa fazer isso.

Ronald Reagan era um vigarista. Reagan era um covarde. Reagan
era um assassino.

Em 1987, eu estava em um desgraçado vilarejo da Nicarágua,
chamado Chaguitillo. As pessoas eram bastante gentis, apesar
de famintas, com exceção de um único jovem. Sua esposa tinha
acabado de morrer de tuberculose.

Não se morre de tuberculose quando se tem antibióticos. Mas
Ronald Reagan, com o grande coração que tinha, havia imposto
um embargo de remédios à Nicarágua, porque ele não gostou do
governo que as pessoas de lá tinham eleito.

Leia o final do texto aqui.

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Postado por Felipe Galvão

 

domingo, junho 06, 2004


[6:36 PM]

Fini.

Tudo acaba.

Tudo um dia chega ao fim.

Você pode chamar o fim do que quiser: término, morte, destruição, vazio, entropia.

O fato é que acontece.
Tudo desaparece. Tudo se torna apenas poeira.

E em um momento até essa poeira deixará de existir.

Esse fim pode ser repentino, como aquela sua loja de sucos favorita que fecha da noite pro dia.

Ou pode ser lento, longo e doloroso, como o amor que vai morrendo aos poucos até não restar nem a memória dele.

Na maioria das vezes o importante é saber quando algo chegou ao fim. Quando é o momento de deixar que se vá. Quando deixar que ele se liberte e suma.

Quando dizer adeus e seguir adiante.

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Droga...

'Eu não devia te dizer, mas essa lua, mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo'!

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Postado por Felipe Galvão

 

quinta-feira, junho 03, 2004


[12:26 AM]

O dia foi ruim... mas de noite!!!!!!!!!



O dia nasceu e o Sol clareou o dia, como na bandeira de "nuestros hermanos". Fato que atrapalhou a visão de Guga e fez com que fosse derrotado no saibro de Roland Garros para um argentino e o sonho do tetra foi embora. Mas ele foi um guerreiro... lutou até o fim, já que está voltando de uma cirurgia. Mas a noite logo veio, mesmo com uma chuvinha fina o Cruzerio do Sul estava lá... apontando para o Mineirão, precisamente para uma pessoa. Pessoa não... o Fenômeno...Rrrrrrrrrrrrrronaldo!!!! Brilhou junto com a sua chuteira dourada no palco verde do estádio... sapecou 3 neles. Mas foi de penalti!!! E daí??? Que fosse de mão. O importante foi vingar Guga e podermos acordar com aquele orgulho de ser brasileiro ( que infelizmente só aparece numa vitória da seleção ). Não sei se vencer a Argentina é o mais gostoso por causa de brigas esportivas e históricas, mas vencer os EUA também tem um sabor muito bom hoje em dia.
Pena que só temos esse orgulho na época da Copa do Mundo e de Olímpiadas... só nos lembramos de nossos astros nessa época... num dia eles são os melhores.. se perderem são os piores. É um grande erro, pois esses atletas lutam cada dia para chegar no nível dos estrangeiros que vivem bem e tem apoio total nas suas atividades.
Então você que está lendo... tenha orgulho de ser brasileiro... lute como nossos atletas...não critique nossa pátria... lute... lute sempre para o nosso país ser o melhor.. não somos uma grande potência esportiva e nem economica, mas mesmo assim podemos vencer. Brasileiro...seja um verdadeiro brasileiro todos os dias.

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Postado por Rafael

 

quarta-feira, junho 02, 2004


[7:20 PM]

me.lan.co.li.a

do Lat. melancholia < Gr. melagkholía < melágkholos < mélas, negro + ckolé, bílis, fel

s. f.,
sentimento de incapacidade, desgosto em relação à própria vida; abatimento; doença mental, caracterizada por uma tristeza profunda; hipocondria.

Se eu fosse inglês e de uma banda de rock dos anos 80, essa provavelmente seria minha palavra favorita.

Prefiro essa:
an.gús.tia
s. f. 1. Espaço reduzido; estreiteza. 2. Carência, falta. 3. Estado de grande inquietude que parece apertar o coração. 4. Med. Estenose. 5. Aflição, sofrimento.

Hm... Post pessoal demais... Já sei. Vamos fazer uma análise musical:

Melancolia nunca fez parte do repertório musical brasileiro. Ao menos não tipicamente. Nunca músicas como Unlovable ou God Knows I'm Miserable Now seriam compostas por artistas brasileiros.

Nós choramos pelo amor perdido, pelo amor impossível, pela saudade, pela opressão, pelo cálice, mas nunca choramos apenas por estarmos vivos.

Sei lá, acho que é o clima.
É impossível ser melancólico num país tropical.

(Se não for pela praia, pelo sol, pela beleza natural, ao menos porque preto esquenta muito.)

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Postado por Felipe Galvão

 

 


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